Livros › 09/12/2016

Gandhi e a não violência (Vozes, 1967)

Para esta publicação muito oportuna, Thomas Merton selecionou declarações básicas quanto aos princípios e a interpretação do que constitui a filosofia de Gandhi sabre a não-violência (Ahimsa) e a ação não-violenta (Satyagraha). Esses ensinamentos do líder e “santo” da independência indiana são mais do que nunca importantes para o nosso mundo atual, por causa da relação com dois sérios problemas de nossos tempos: o racismo e as armas nucleares. O exemplo de Gandhi tem inspirado alguns líderes que se esforçam pela paz para a comunidade humana. Para muitos e em diversas partes do mundo, Mohandas Gandhi ocupa incontestavelmente um lugar excepcional entre as maiores figuras do século XX. Em sua longa introdução a este livro – e cremos ser ela um de seus mais notáveis ensaios – Merton demonstra como Gandhi uniu o pensamento do Oriente e do Ocidente em sua busca da verdade universal e como, para Gandhi, a não-violência brota da conscientização da unidade espiritual no indivíduo. O grande monge cisterciense encontra uma relação entre a Ahimsa de Gandhi, o tradicional Dharma indiano, o conceito grego e o nosso sobre a liberdade, e o pensamento de Santo Tomás de Aquino e de teólogos católicos mais recentes no que concerne a consciência, o bem e o mal e a paz.

“Os princípios de Gandhi são, portanto, extremamente oportunos na hora presente, mais oportuno mesmo do que quando foram concebidos e postos em prática nos ashrams, nas aldeias e nas estradas da Índia. São atuais e oportunos para todos, especialmente, porém, para os que estão interessados em desenvolver os princípios expressos por um outro grande pensador religioso, o Papa João XXIII, na encíclica Pacem in Terris. De fato, essa encíclica possui a vastidão e a profundeza, a universalidade e a tolerância dos horizontes pacíficos do espírito de Gandhi. Não pode a paz ser construída sabre o exclusivismo, o absolutismo, a intolerância. Mas também não pode ser construída sobre slogans liberais vagos e programas piedosos elaborados na fumaça das confabulações. Não pode haver paz na terra sem aquela transformação interior que faz o homem reencontrar sua sã razão ou seu “pensamento reto”. As observações de Gandhi sobre os pré-requisitos e as disciplinas exigidas pelo satyagraha, o voto de verdade, devem ser lidas por qualquer um que esteja seriamente interessado no destino do homem na era atômica.

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